sexta-feira, 19 de março de 2010

Minha janela


Estou semi-nua, aliás, sempre estou. Encosto minha barriga na parede fria, e encaixo meu rosto na janela. Grande e bela nuvem, queria estar sentada lá, pelo menos por alguns instantes, só pra ver o que todos estão fazendo.
Mas que droga, até nos meus momentos de solidão as lágrimas insistem em rolar sobre meu rosto. Engraçado, elas parecem até crianças brincando num escorregador.
Gosto salgado na minha boca, ja não me encomoda mais. É que o gosto é tão bom. Ruim mesmo é o motivo das lágrimas sairem dos meus olhos naquele momento.
Não sei mais aonde ficar, dentro de mim não tem mais espaço para grandes emoções tristes, não mesmo.
Tantas coisas para se pensar, ainda bem que a minha cabeça é a prova de explosões.
Mas que confusão, não aguento mais essa bagunça. Que pesadelo mais real.
Pesadelo? Será? Quero acordar, alguém me belisque!
Quem dera se eu pudesse acordar aonde sempre quis estar...
"O tempo passa devagar pra quem espera"
Vou mudar, eu prometo. Cansei de esperar, quero ser esperada. E pode esperar, porque estou chegando, só que vou mudar o caminho de ida.
Mudança... Alguém ai me da a primeira dose da vacina contra esta palavra?