Não gosto de ver nada relacionado à avôs e sofrimento. As vezes, lembro da morte da minha bisa, e sinto que não sofri o suficiente por ela, e agora derramo lágrimas por um desespero que vez ou outra vem me perturbar. Existe isso de sofrer de mais ou de menos? Sofrimento tem quantidade ou qualidade?
Vim sentada no banco de trás do carro do Jean enquanto ele me trazia para casa, e no banco da frente a Ana não estava bem, eu sabia que não, eu vi um reflexo de água em seus olhos, e tinha certeza que era salgada sem nem ao menos sentir o gosto. Era por causa do avô dela. E sabe, eu peguei na mão dela e parece que foi o suficiente, mais até do que qualquer outra frase bonita de consolo, é como se metade do peso que eu tenho em relação a minha bisa, diminuísse um pouco. Meu coração está pesado, tão pesado, que não sei como vai ser essa noite. Sinto saudade, e quem é que não sente?
Ps. A intenção de hoje não é que o texto saía grande e nem mesmo que a gramática esteja correta. Boa noite.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Stuck in the middle with you
Não dá. Não sei pensar em outras coisas que não te envolvam mesmo que for pela metade, e ando até tendo alucinações durante meus sonhos da noite e meus pensamentos de dia. Mal consigo jogar minhas palavras no papel de um modo que as faça virarem uma bela carta de amor, daquelas que já estou acostumada a fazer e não entregar.
Quero entender o que você fez comigo naquela noite em que o ar quase fazia a pele pegar fogo e as árvores não faziam vento o suficiente para os meus cabelos voarem.
Nos abraçávamos no ritmo de uma música do The Who, cantarolei e ouvi um "você tem um bom gosto musical" e isso me deixou muito mais feliz do que quando ele me disse "você é muito linda", já que isso eu escuto ao menos uma vez a cada quatro dias, desde criança, ditos de formas diferentes, por pessoas diferentes, desde os meus oito anos de idade.
Me surpreendia a cada suspiro que deixava escapar sem querer ao pé do ouvido, não sabia que podia. Vou esperar, eu e você, para depois, ou antes de um mês.
Quero entender o que você fez comigo naquela noite em que o ar quase fazia a pele pegar fogo e as árvores não faziam vento o suficiente para os meus cabelos voarem.
Nos abraçávamos no ritmo de uma música do The Who, cantarolei e ouvi um "você tem um bom gosto musical" e isso me deixou muito mais feliz do que quando ele me disse "você é muito linda", já que isso eu escuto ao menos uma vez a cada quatro dias, desde criança, ditos de formas diferentes, por pessoas diferentes, desde os meus oito anos de idade.
Me surpreendia a cada suspiro que deixava escapar sem querer ao pé do ouvido, não sabia que podia. Vou esperar, eu e você, para depois, ou antes de um mês.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Que canseirinha boa. Minhas coisas andam sendo bem feitas, estão bem no rumo que eu desejava que estivessem. Estou sem ninguém para conversar bobagem, a Ana foi para um "rolê marido" (o Jean inventa cada nome engraçado para as coisas), a Amanda dormiu e não posso dormir porque inventei de passar esmalte cor purpura justo agora fim de noite de Sexta-feira. Na verdade, só estou escrevendo coisas para se encher a linguiça de um jeito que não me deixe tão vazia. Hoje estou afim de ter um sonho maluco, daqueles que te fazem acordar suando e com vontade de um golinho de água gelada. Quero ter uma história para contar a alguém amanhã, porque as vezes eu acho que não deixo as pessoas a minha volta felizes, e sim entediadas, mas juro que tento ser melhor.
Acho que já desabafei o suficiente para amanhã ler isto, rir e quem sabe até apagar, de tanta bobice que falo vez ou outra.
Ah, vou apagar não.
Ah, vou apagar não.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Conta um conto
Venho pensando muito e contado pouco. Tão pouco que não sei o que contar. Tenho tido preguiça de exalar sentimentos por puro capricho e prevenção contra o meu eu, e também o seu.
Me embaralho fácil, por isso, não falo.
Não há mais essa necessidade, em tempos onde promessas são feitas com os dedos cruzados. E acabarei por aqui, não contando.
Pensando.
Me embaralho fácil, por isso, não falo.
Não há mais essa necessidade, em tempos onde promessas são feitas com os dedos cruzados. E acabarei por aqui, não contando.
Pensando.
Analógico
Me surgiu sem lógica, lógico, Ana.
Deixei entrar, para bagunçar
porque sorri, e sem querer
é sem lógica, pois não precisa
é lógico, de explicação.
Lógica, sem Matemática, com versinhos de Português
com amor, carinho e um violãozinho.
Gosto de te ver, no finzinho de tarde
pois sempre tem espaço para mais uma
é lógico, é Ana.
Deixei entrar, para bagunçar
porque sorri, e sem querer
é sem lógica, pois não precisa
é lógico, de explicação.
Lógica, sem Matemática, com versinhos de Português
com amor, carinho e um violãozinho.
Gosto de te ver, no finzinho de tarde
pois sempre tem espaço para mais uma
é lógico, é Ana.
Alguma coisa está me inspirando. Tem algum raio de Sol saindo de dentro de mim, talvez do meu olhar ou da minha alma. Sou obrigada a concordar que nunca havia me sentido assim antes. Ando sentindo um gosto de algo bom que está por vir. Um ano dedicado a mim, com açúcar, com afeto, como já dizia Nara.
Tem alguma coisa me inspirando, ou me respirando.
Tem alguma coisa me inspirando, ou me respirando.
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