quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

 Sempre fui sozinha, assim como estou agora. Onze da manhã de um Domingo no Pátio San Miguel, estou com as pernas cruzadas. Garfo em uma mão, lapiseira na outra.
(Acho) É hora de ir. Para casa e também daqui.
Tudo aqui queima e desaparece tão rápido.
Minha energia é tão forte que posso sentir esse copo plástico se movendo.
Preciso ir, mas fico feliz de ter para onde voltar.

Acostumar

A dor do costume, como dói. A gente acha que está fazendo tudo para não se apegar, assim como manda o script do bom senso, mas quando vê, já foi. É a segunda saída londrinense onde você não está e já me faz falta. O carinho que eu sei que sempre tenho está desaparecendo.
Tempo, faz necessário ter-se e dar-se, eu te dei.
Ando sem inspiração desde sei lá quando e sinto-me feliz do motivo principal do texto ser você.