Não sei bem quando essa história de paixão começou, mas comigo, tudo se deu inicio mais ou menos quando eu estava na quinta série.
Eu caminhava pelo pátio do meu antigo colégio e observava os meninos mais velhos, e muitas vezes, em um olhar um tanto quanto distraído, eu encontrava o amor da minha vida. Aliás, o amor da minha vida até eu observar outro menino mais velho ou mais interessante que o anterior.
Foram-se passando os anos, fui criando uma certa maturidade, e perdendo um pouco de juízo, senso e limite.
Da última vez, me apaixonei por até dez pessoas ao mesmo tempo, e eu considero paixão sim. Para mim, a paixão é que é o verdadeiro fogo que arde sem se ver, e que me perdoe Camões.
Paixão é quando a pessoa pela qual você está apaixonada passa por você e mil e uma borboletas no seu estômago se afloram. É quando você escuta a música preferida da pessoa a todo segundo e depois percebe que a música nem é tão legal assim. Paixão é aquilo que você pensa que é amor, mas de repente, em um dia desses, acorda e nem pensa mais naquilo.
E no meu caso, eu apenas acordo, coloco meu vestido mais bonito e saio por aí para me apaixonar mais uma vez.