sexta-feira, 28 de setembro de 2012

2:45 A.M

Não gosto de ver nada relacionado à avôs e sofrimento. As vezes, lembro da morte da minha bisa, e sinto que não sofri o suficiente por ela, e agora derramo lágrimas por um desespero que vez ou outra vem me perturbar. Existe isso de sofrer de mais ou de menos? Sofrimento tem quantidade ou qualidade?
Vim sentada no banco de trás do carro do Jean enquanto ele me trazia para casa, e no banco da frente a Ana não estava bem, eu sabia que não, eu vi um reflexo de água em seus olhos, e tinha certeza que era salgada sem nem ao menos sentir o gosto. Era por causa do avô dela. E sabe, eu peguei na mão dela e parece que foi o suficiente, mais até do que qualquer outra frase bonita de consolo, é como se metade do peso que eu tenho em relação a minha bisa, diminuísse um pouco. Meu coração está pesado, tão pesado, que não sei como vai ser essa noite. Sinto saudade, e quem é que não sente?

Ps. A intenção de hoje não é que o texto saía grande e nem mesmo que a gramática esteja correta. Boa noite.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Stuck in the middle with you

Não dá. Não sei pensar em outras coisas que não te envolvam mesmo que for pela metade, e ando até tendo alucinações durante meus sonhos da noite e meus pensamentos de dia. Mal consigo jogar minhas palavras no papel de um modo que as faça virarem uma bela carta de amor, daquelas que já estou acostumada a fazer e não entregar.
Quero entender o que você fez comigo naquela noite em que o ar quase fazia a pele pegar fogo e as árvores não faziam vento o suficiente para os meus cabelos voarem.
Nos abraçávamos no ritmo de uma música do The Who, cantarolei e ouvi um "você tem um bom gosto musical" e isso me deixou muito mais feliz do que quando ele me disse "você é muito linda", já que isso eu escuto ao menos uma vez a cada quatro dias, desde criança, ditos de formas diferentes, por pessoas diferentes, desde os meus oito anos de idade.
Me surpreendia a cada suspiro que deixava escapar sem querer ao pé do ouvido, não sabia que podia. Vou esperar, eu e você, para depois, ou antes de um mês.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Que canseirinha boa. Minhas coisas andam sendo bem feitas, estão bem no rumo que eu desejava que estivessem. Estou sem ninguém para conversar bobagem, a Ana foi para um "rolê marido" (o Jean inventa cada nome engraçado para as coisas), a Amanda dormiu e não posso dormir porque inventei de passar esmalte cor purpura justo agora fim de noite de Sexta-feira. Na verdade, só estou escrevendo coisas para se encher a linguiça de um jeito que não me deixe tão vazia. Hoje estou afim de ter um sonho maluco, daqueles que te fazem acordar suando e com vontade de um golinho de água gelada. Quero ter uma história para contar a alguém amanhã, porque as vezes eu acho que não deixo as pessoas a minha volta felizes, e sim entediadas, mas juro que tento ser melhor.
Acho que já desabafei o suficiente para amanhã ler isto, rir e quem sabe até apagar, de tanta bobice que falo vez ou outra.


Ah, vou apagar não.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Conta um conto

Venho pensando muito e contado pouco. Tão pouco que não sei o que contar. Tenho tido preguiça de exalar sentimentos por puro capricho e prevenção contra o meu eu, e também o seu.
Me embaralho fácil, por isso, não falo.
Não há mais essa necessidade, em tempos onde promessas são feitas com os dedos cruzados. E acabarei por aqui, não contando.
Pensando.

Analógico

Me surgiu sem lógica, lógico, Ana.
Deixei entrar, para bagunçar
porque sorri, e sem querer
é sem lógica, pois não precisa
é lógico, de explicação.

Lógica, sem Matemática, com versinhos de Português
com amor, carinho e um violãozinho.
Gosto de te ver, no finzinho de tarde
pois sempre tem espaço para mais uma
é lógico, é Ana.
Alguma coisa está me inspirando. Tem algum raio de Sol saindo de dentro de mim, talvez do meu olhar ou da minha alma. Sou obrigada a concordar que nunca havia me sentido assim antes. Ando sentindo um gosto de algo bom que está por vir. Um ano dedicado a mim, com açúcar, com afeto, como já dizia Nara.
Tem alguma coisa me inspirando, ou me respirando.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Hoje é Sexta-feira. 
E que vontade que me deu de mandar uma inbox, ligar, fazer e aparecer. Dá saudade.
Devo, não devo ou posso. Mas não vou.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aonde quer chegar?



Precisei fugir para um lugar. Mesmo chovendo muito forte decidi tirar o pijama, sair da cama e me vestir, pois já havia traçado o plano horas antes e estava tudo tão decidido, que por mim, tudo já estava até mais do que feito. E eu não fiz é nada. Caminhei por entre prateleiras empoeiradas, fazendo um eterno zig-zag, sem nem saber o que havia ido procurar ao certo. Claro, fui emprestar alguns livros, mas nem com a ajuda de uma bibliotecária que sempre me atende com ternura achei o que eu realmente queria. Na verdade, eu mal sabia o que eu queria indo lá. 17h57 e uma ligação: - "Filha, volta para a casa, está chovendo muito, por favor." Eu não conseguia nem responder nada, a voz não saía nem se eu fizesse o maior esforço do mundo. Apenas desliguei.Ainda não estava pronta para voltar para casa. Então, esperei do lado de fora da biblioteca pública, debaixo da marquise e fiquei observando o movimento apressado dos carros e das pessoas, indo e vindo, e de alguma forma muito estranha, aquilo ia me angustiando a cada segundo que se passava. Dez, vinte, trinta minutos e eu ainda parada, com o olhar fixo para exatamente nada. O porteiro da biblioteca viu que eu ainda estava ali encostada com cara de paisagem desde sabe-se lá que horas e fez sinal de tchau. A chuva só aumentava, a escuridão dava o ar de sua graciosidade, a biblioteca já ia fechando e já que em algum momento tudo iria ficar bem, decidi terminar de piorar ali pela rua. E o pior de tudo, é depois dessa fossa eterna ter que entrar em um ônibus de volta para casa toda encharcada e receber olhares de desaprovação. Sentei-me mais ao fundo e uma música triste de uma das minhas bandas preferidas que por acaso me lembra alguém que já foi minha pessoa preferida começou a tocar através dos fones de ouvido. "Oh, meu amor/ por favor, não chore."  Impossível segurar o choro com um refrão desse tipo.
Cheguei em casa. Aquele tipico comportamento de quem quer fugir de olhares e palavras de familiares, correndo direto para o quarto e tentando se esconder de algo que está tão na cara. Apesar de todo o drama passado durante a tarde, no momento em que entrei no meu quarto e deitei a cabeça no travesseiro, em poucos minutos meus pais e meu irmão vieram ver o que havia de errado comigo, me dizendo palavras amigas e tudo aquilo que a família tem que fazer a favor de um sorriso, ao invés das lágrimas salgadas. Aprendi antes tarde, do que nunca, que o tesouro, está em casa e por isso, apenas por isso, eu voltei.


"Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude está em casa guardado por Deus, contando vil metal." (Elis Regina)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O certo e o incerto

Ontem a tarde teve um belo de um churrasco em casa, com direito à amigos da família, risadas escandalosas da minha mãe, meu papai bebendo goles de Ypioca e meu irmão com cara fechada. Como de costume, conversas iam rolando soltas língua abaixo, e aos poucos, muitas histórias memoráveis iam saindo da boca de cada um que estava sentado no chão do quintal.  
E sempre tem aquela hora em que alguém já alterado alcoolicamente, grita: "Alguém pega o álbum de fotos lá na despensa?", e do nada aparece um outro alguém mais alterado ainda, e corre para buscar imensos álbuns de fotos. Graças ao santo Deus e a imaginação fértil do ser humano, as câmeras fotográficas foram criadas bem antes de eu nascer. Fui observando carinhosamente cada foto minha, desde o nascimento, passando pela infância, e enfim, me emocionei com essa foto postada acima. É a foto do primeiro desfile que eu fiz na vida.
Me recordei desse dia com tanta fervura no coração, que o frio que fazia nesse momento, no quintal, não me afetava mais. Olhei mais uma vez para a foto, e lembrei do quão ansiosa eu estava para que chegasse logo a hora do desfile. Não conseguia nem me alimentar direito, só queria saber de ir logo ao cabeleireiro, passar o meu batom clarinho nos lábios e ser a menininha mais fofa do evento. Quando cheguei no lugar do desfile, eu via meninas com o cabelo mais bonito que o meu, mais altas do que eu, e que pareciam não sentir medo do que estavam indo fazer naquele lugar. A única certeza que eu tinha, era de que eu queria dar o meu melhor quando entrasse na boca de cena da passarela e conseguir simpatizar todos os convidados para o evento. E eu consegui. Descobri meio sem querer que eu tinha o jeito para essa tal coisa de ser modelo, e que iria tomar aquilo como estilo de vida. Percebe-se que desde pequena, eu sabia o que queria e não hesitava em correr atrás do meu sonho. Não demorou muito para eu fazer os meus primeiros trabalhos. Eram propagandas atrás de propagandas, castings atrás de castings e eu não desistia, eu não parava.
Mas até com as crianças, nem tudo acontecesse do jeito que se imagina e almeja. Cai inúmeras vezes desde então, e fui perdendo a força tão bonita que eu tinha para uma criança de 8 anos. Acabei desistindo por um certo período, apesar de todos os dias em que eu saia de casa, me paravam para perguntar: "Você é modelo? Deveria ser!". Sempre indo e vindo dentro dessa profissão maluca, junto de pessoas que também acabavam me deixando maluca e sem esperanças. Só sei que quando me dei conta, já havia terminado o Ensino Médio, e isso já era uma grande ajuda para eu conseguir retomar ao que eu mais me identifico em fazer.
E cá estou eu, quase em prantos escrevendo tudo isso que eu já vinha perguntando a mim mesma todos os dias na hora em que eu acordava, comia, assistia TV e principalmente na hora de dormir.
"O certo e o incerto, a gente vai saber."

domingo, 29 de janeiro de 2012

Recado? Pra mim?

São 06h56 de um Sábado e eu estou acordada, mas antes que você venha me perguntar se eu acabei de chegar de alguma balada indie que fui na noite passada com a identidade falsa de alguma conhecida legal demais para me emprestar algo do tipo, eu apenas vou lher responder que não, mandar você ficar quieto e fazer você ler meu apelo, para mim mesma, até o final.
Só estou escrevendo a essa hora da manhã, porque se eu voltasse a dormir agora com aquele pensamento preguiçoso de "depois eu escrevo", eu simplesmente não iria. Mas só saiba que é o primeiro dia que faz frio em Londrina e que posso ter uma metade louca dentro de mim por não estar encolhida debaixo do cobertor. Estou aguentando a escrever também, porque no meu fone de ouvido Ryan está gritando bem alto "eu estou tão vivo" que me deu até uma vontade de acordar mais cedo para viver também.
Mas aí, me vem você e sua chatice de novo, mandando eu parar de enrolar, porque afinal, está um frio do caralho. Só vou te lançar aquele olhar perverso que toda mulher tem quando está na TPM e dizer para você ser um nice guy.
Na verdade, eu só estou enrolando tudo isso até agora porque estava tentando lembrar porque acordei agora para escrever (tenho uma memória péssima ao acordar) e por fim, acabo de me lembrar.
Era sobre mais um daqueles meus sonhos aleatórios, com pessoas aleatórias e doidices aleatórias acontecendo. Eu estava no banco da igreja -deve ser porque vi o primeiro episódio de Californication, veja também- com lápis, borracha e caneta na mão e sentindo que a qualquer momento fosse vomitar o meu coração pela boca. Alguém coloca uma papelada no meu colo e diz "boa sorte truta, você vai precisar" e quando eu ia olhar para responder um "obrigada", levo um susto porque vejo que é o J. (ei, J., vou usar dos seus artifícios para falar em anônimo) e até penso "é um simulado do cursinho?". Olhei para os papéis de novo e havia contido no título a palavra vestibular. A pior parte do sonho era que eu tinha feito a maioria das questões corretamente, mas não tinha conseguido passar nem umas dez para o gabarito.
Aí, eu fico aqui me questionando: Por que sonhar com vestibular em um Sábado gelado e ainda acordar para escrever sobre isso?
A resposta é simples. As vezes acredito um pouco no que os sonhos tem para me dizer, e até sigo um pouco desses conselhos malucos que minha mente me dá. Vai ver que o conselho da vez é para eu não enlouquecer de vez quando o tempo curto chegar.
Se você leu meu recado-lição pensativo para mim mesma até o final e não tirou mensagem nenhuma disso, não há nada que eu possa fazer por você, mas obrigada mesmo assim.
Lá vem você com chatice de novo, mas agora vou passar a palavra para você, sono.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre ser (quase) feliz

Cada qual tem o seu próprio conceito sobre o que é ser feliz, mas hoje, caro leitor, eu venho aqui com toda a minha cara e coragem lhe dizer, que felicidade é mais que aquilo que todos vêem nos comerciais de fim de ano da Coca-Cola. Felicidade também é mais que ter um emprego melhor do que o seu vizinho e poder se gabar disso, mais do que ser casado ou ir para o céu.
Ser feliz é mais que um destino, uma coincidência, sorte ou coisa do gênero. Ser feliz é apenas um estado de humor, aprendam a lidar com isso.
Já vi tantas pessoas por aí fazendo inúmeras coisas consideradas por muitos um tanto quanto "infelizes", mas sempre com aquele tipo de sorriso que se arrasta de orelha a orelha. Quem está em busca de um estado de humor feliz não tem medo de se demitir do emprego mesmo sem ter outro em vista e não tem medo de sair do interior para ir morar na capital. São mais ousadas, e se é para pintar o cabelo da sua cor favorita, (mesmo que a cor favorita seja verde) elas pintam. Não tem medo de ser quem realmente são e de recomeçar aquilo que errou, e enfim, são felizes.
Bem, isso tudo sou eu que estou dizendo. Vai saber.