São 06h56 de um Sábado e eu estou acordada, mas antes que você venha me perguntar se eu acabei de chegar de alguma balada indie que fui na noite passada com a identidade falsa de alguma conhecida legal demais para me emprestar algo do tipo, eu apenas vou lher responder que não, mandar você ficar quieto e fazer você ler meu apelo, para mim mesma, até o final.
Só estou escrevendo a essa hora da manhã, porque se eu voltasse a dormir agora com aquele pensamento preguiçoso de "depois eu escrevo", eu simplesmente não iria. Mas só saiba que é o primeiro dia que faz frio em Londrina e que posso ter uma metade louca dentro de mim por não estar encolhida debaixo do cobertor. Estou aguentando a escrever também, porque no meu fone de ouvido Ryan está gritando bem alto "eu estou tão vivo" que me deu até uma vontade de acordar mais cedo para viver também.
Mas aí, me vem você e sua chatice de novo, mandando eu parar de enrolar, porque afinal, está um frio do caralho. Só vou te lançar aquele olhar perverso que toda mulher tem quando está na TPM e dizer para você ser um nice guy.
Na verdade, eu só estou enrolando tudo isso até agora porque estava tentando lembrar porque acordei agora para escrever (tenho uma memória péssima ao acordar) e por fim, acabo de me lembrar.
Era sobre mais um daqueles meus sonhos aleatórios, com pessoas aleatórias e doidices aleatórias acontecendo. Eu estava no banco da igreja -deve ser porque vi o primeiro episódio de Californication, veja também- com lápis, borracha e caneta na mão e sentindo que a qualquer momento fosse vomitar o meu coração pela boca. Alguém coloca uma papelada no meu colo e diz "boa sorte truta, você vai precisar" e quando eu ia olhar para responder um "obrigada", levo um susto porque vejo que é o J. (ei, J., vou usar dos seus artifícios para falar em anônimo) e até penso "é um simulado do cursinho?". Olhei para os papéis de novo e havia contido no título a palavra vestibular. A pior parte do sonho era que eu tinha feito a maioria das questões corretamente, mas não tinha conseguido passar nem umas dez para o gabarito.
Aí, eu fico aqui me questionando: Por que sonhar com vestibular em um Sábado gelado e ainda acordar para escrever sobre isso?
A resposta é simples. As vezes acredito um pouco no que os sonhos tem para me dizer, e até sigo um pouco desses conselhos malucos que minha mente me dá. Vai ver que o conselho da vez é para eu não enlouquecer de vez quando o tempo curto chegar.
Se você leu meu recado-lição pensativo para mim mesma até o final e não tirou mensagem nenhuma disso, não há nada que eu possa fazer por você, mas obrigada mesmo assim.
Lá vem você com chatice de novo, mas agora vou passar a palavra para você, sono.
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