Ontem a tarde teve um belo de um churrasco em casa, com direito à amigos da família, risadas escandalosas da minha mãe, meu papai bebendo goles de Ypioca e meu irmão com cara fechada. Como de costume, conversas iam rolando soltas língua abaixo, e aos poucos, muitas histórias memoráveis iam saindo da boca de cada um que estava sentado no chão do quintal.
E sempre tem aquela hora em que alguém já alterado alcoolicamente, grita: "Alguém pega o álbum de fotos lá na despensa?", e do nada aparece um outro alguém mais alterado ainda, e corre para buscar imensos álbuns de fotos. Graças ao santo Deus e a imaginação fértil do ser humano, as câmeras fotográficas foram criadas bem antes de eu nascer. Fui observando carinhosamente cada foto minha, desde o nascimento, passando pela infância, e enfim, me emocionei com essa foto postada acima. É a foto do primeiro desfile que eu fiz na vida.
Me recordei desse dia com tanta fervura no coração, que o frio que fazia nesse momento, no quintal, não me afetava mais. Olhei mais uma vez para a foto, e lembrei do quão ansiosa eu estava para que chegasse logo a hora do desfile. Não conseguia nem me alimentar direito, só queria saber de ir logo ao cabeleireiro, passar o meu batom clarinho nos lábios e ser a menininha mais fofa do evento. Quando cheguei no lugar do desfile, eu via meninas com o cabelo mais bonito que o meu, mais altas do que eu, e que pareciam não sentir medo do que estavam indo fazer naquele lugar. A única certeza que eu tinha, era de que eu queria dar o meu melhor quando entrasse na boca de cena da passarela e conseguir simpatizar todos os convidados para o evento. E eu consegui. Descobri meio sem querer que eu tinha o jeito para essa tal coisa de ser modelo, e que iria tomar aquilo como estilo de vida. Percebe-se que desde pequena, eu sabia o que queria e não hesitava em correr atrás do meu sonho. Não demorou muito para eu fazer os meus primeiros trabalhos. Eram propagandas atrás de propagandas, castings atrás de castings e eu não desistia, eu não parava.
Mas até com as crianças, nem tudo acontecesse do jeito que se imagina e almeja. Cai inúmeras vezes desde então, e fui perdendo a força tão bonita que eu tinha para uma criança de 8 anos. Acabei desistindo por um certo período, apesar de todos os dias em que eu saia de casa, me paravam para perguntar: "Você é modelo? Deveria ser!". Sempre indo e vindo dentro dessa profissão maluca, junto de pessoas que também acabavam me deixando maluca e sem esperanças. Só sei que quando me dei conta, já havia terminado o Ensino Médio, e isso já era uma grande ajuda para eu conseguir retomar ao que eu mais me identifico em fazer.
E cá estou eu, quase em prantos escrevendo tudo isso que eu já vinha perguntando a mim mesma todos os dias na hora em que eu acordava, comia, assistia TV e principalmente na hora de dormir.
"O certo e o incerto, a gente vai saber."
Me recordei desse dia com tanta fervura no coração, que o frio que fazia nesse momento, no quintal, não me afetava mais. Olhei mais uma vez para a foto, e lembrei do quão ansiosa eu estava para que chegasse logo a hora do desfile. Não conseguia nem me alimentar direito, só queria saber de ir logo ao cabeleireiro, passar o meu batom clarinho nos lábios e ser a menininha mais fofa do evento. Quando cheguei no lugar do desfile, eu via meninas com o cabelo mais bonito que o meu, mais altas do que eu, e que pareciam não sentir medo do que estavam indo fazer naquele lugar. A única certeza que eu tinha, era de que eu queria dar o meu melhor quando entrasse na boca de cena da passarela e conseguir simpatizar todos os convidados para o evento. E eu consegui. Descobri meio sem querer que eu tinha o jeito para essa tal coisa de ser modelo, e que iria tomar aquilo como estilo de vida. Percebe-se que desde pequena, eu sabia o que queria e não hesitava em correr atrás do meu sonho. Não demorou muito para eu fazer os meus primeiros trabalhos. Eram propagandas atrás de propagandas, castings atrás de castings e eu não desistia, eu não parava.
Mas até com as crianças, nem tudo acontecesse do jeito que se imagina e almeja. Cai inúmeras vezes desde então, e fui perdendo a força tão bonita que eu tinha para uma criança de 8 anos. Acabei desistindo por um certo período, apesar de todos os dias em que eu saia de casa, me paravam para perguntar: "Você é modelo? Deveria ser!". Sempre indo e vindo dentro dessa profissão maluca, junto de pessoas que também acabavam me deixando maluca e sem esperanças. Só sei que quando me dei conta, já havia terminado o Ensino Médio, e isso já era uma grande ajuda para eu conseguir retomar ao que eu mais me identifico em fazer.
E cá estou eu, quase em prantos escrevendo tudo isso que eu já vinha perguntando a mim mesma todos os dias na hora em que eu acordava, comia, assistia TV e principalmente na hora de dormir.
"O certo e o incerto, a gente vai saber."

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