sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Go back to the start"


Janeiro: Alegria excessiva, vodka, festas, sair escondido, gargalhadas escandalosas, paixão, colegas (não amigos).
Fevereiro: Fim da vodka, das festas e das gargalhadas. Começo de saudade, tristeza, paixão, perca de toda a euforia que Janeiro trouxe.
Março: Paixão, mais tristeza, um porre dela.
Abril: Abafamento de tristeza. Diversão, sessões de fotos, editoriais, passarela, flashs, paixão, viagem de última hora, dinheiro, quebrando cama de hotel, glamour, Curitiba.
Maio: Decisões.
Junho: Decisão tomada. Sem mais flashs. Cansada, porém renovada.
Julho: Parte I - Festa de república, sair sem se esconder, conhecida que me amava e ainda deve pelo menos gostar, nojo, bebida de erva e estava tocando "Glamourous indie rock'n'roll". Mais de 10 paixões ao mesmo tempo. Abraço de gente desconhecida em fim de festa, e convenhamos, que abraço.
Parte II - Conhecendo pessoas desconhecidas e trazendo para casa, mamãe amou, até hoje ainda me pergunta onde eles se meteram. Resolvi que já era hora de fazer 17.
Agosto: "Eu juro que essa é a última vez que vou sair" e foi.
Setembro: Apostilas, caderno de 10 matérias, revisão da decisão, 5h mal dormidas por dia, chateação logo cedo, alegria pela tarde, tristeza por ir embora, dormindo no 305 no ombro da pessoa mais importante do meu ano, que entrou nessa decisão (cilada) comigo e apostilas de novo a noite.
Outubro: Medo, cansaço, sono acumulado, dando um tempo na paixão, lágrimas, algumas palavras de apoio, último dia de sentar naquele nosso banco do cursinho, "não vai dar tempo" e deu. Mas não foi. Frustração.
Novembro: Período de aceitação.
Dezembro: Acabou tudo. Na verdade, sinto que tudo foi embora a partir do momento em que entreguei aquela prova pro instrutor. Um pouco de esperança, novos amigos, novos conhecidos, paixão de novo, porque não é a Thais que eu conheço se não tiver paixão. Reorganização de todas as idéias. Que idéias? Acabou.
Janeiro: Começando ou recomeçar? Fica a pergunta, depois eu respondo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sobre nada

Quando alguém escreve um texto sobre algum fato, na maioria das vezes, ela escreve sobre algo que marcou ou que vem marcando a sua vida.
Já vi textos sobre mães que faleceram, amores não correspondidos, melhor amigo, a banda favorita. E tudo isso embala a vida de alguém com carinho e lembranças.
Agora eu me pergunto: Por que é que eu não estou mais conseguindo escrever sobre algo?
Só para escrever esse pequeno trecho, eu parei mais umas três vezes, cortei minhas unhas, cocei meu pescoço, pensei, escrevi e parei.
E escrevi, e parei. De novo e de novo.
Eu sei que estou passando por um tipo de momento, só não sei qual, e até quando isso vai durar. Talvez eu devo estar escondendo segredos grandes demais para serem revelados assim, de bandeja e tudo.
Eu só estou um pouco confusa. E daí?

domingo, 14 de agosto de 2011

Ela costuma ser romântica e magra


Não sei bem quando essa história de paixão começou, mas comigo, tudo se deu inicio mais ou menos quando eu estava na quinta série.
Eu caminhava pelo pátio do meu antigo colégio e observava os meninos mais velhos, e muitas vezes, em um olhar um tanto quanto distraído, eu encontrava o amor da minha vida. Aliás, o amor da minha vida até eu observar outro menino mais velho ou mais interessante que o anterior.
Foram-se passando os anos, fui criando uma certa maturidade, e perdendo um pouco de juízo, senso e limite.
Da última vez, me apaixonei por até dez pessoas ao mesmo tempo, e eu considero paixão sim. Para mim, a paixão é que é o verdadeiro fogo que arde sem se ver, e que me perdoe Camões.
Paixão é quando a pessoa pela qual você está apaixonada passa por você e mil e uma borboletas no seu estômago se afloram. É quando você escuta a música preferida da pessoa a todo segundo e depois percebe que a música nem é tão legal assim. Paixão é aquilo que você pensa que é amor, mas de repente, em um dia desses, acorda e nem pensa mais naquilo.
E no meu caso, eu apenas acordo, coloco meu vestido mais bonito e saio por aí para me apaixonar mais uma vez.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Por que as pessoas nos deixam assim?
Com raiva, com fúria, com "nojinho", com ódio, com amor, (sem amor), com os olhos inchados, com pena, com remorso, com culpa, com dor, com borboletas nos estômago, com saudade.
Nos deixam preocupados, sem notícias, sem rumo, sem forças, sem ânimo, sem paz, sem vontade, sem isso, sem aquilo, sem nada.
Algumas sensações e sentimentos vão sempre serem do mesmo jeito.
Algumas pessoas também.

sábado, 16 de abril de 2011

Primeiro texto sem uma legenda

Falar sobre esse assunto e não chorar é realmente delicado. Eu não sei quando começou e não sei muito bem o que anda havendo, o que eu sei é que realmente estou muito ferida. Meu coração sangra demais, meus olhos ultimamente andam com vazamento de lágrimas, parece até uma torneira velha.
O que eu sei é que eu não sei. E gostaria de simplismente apenas entender o que anda havendo. Eu quero não me sentir mais sozinha, eu quero me sentir abraçada toda vez em que eu colocar meus pés para fora de casa. Eu gostaria de viver como antes, como em 2010.

terça-feira, 8 de março de 2011

You will stay?


Descobri mais uma certeza para a vida: As pessoas sempre nos deixam.
É como a Peyton Sawyer de One Tree Hill sempre diz, repete, edita, recorta, envia e acredita: "Peoples always leave".
Seja lá quem for; o seu grande amor, seus melhores amigos, sua prima preferida, o seu colega da aula de francês, a tia da cantina, seus pais que morreram em um trágico acidente de carro. Se prepare: Eles irão te deixar.
Todas as pessoas logo quando nascem são obrigadas a criarem laços com a sociedade, mas nada as impede que se pegue a tesoura mais afiada da gaveta e corte esse laço com total facilidade.
Eu só não entendo porque pessoas com que não convivemos o bastante ou que não gostamos o suficiente não se vão. Vai ver é porque elas também são devem ser importantes para alguém.
Não ouse acreditar em nada do tipo "Eu vou ficar para sempre", pois as pessoas mudam de pensamento a cada minuto do dia e também ja sabemos muito bem que o "para sempre" não existe, nunca existiu e nunca existirá.
A única coisa que podemos fazer em relação a isso, é viver dia após dia, sem pressa, até o dia da partida.
Mas o que eu quero mesmo ver é quando eu disse o meu: "Estou indo embora".
Vamos esperar, ver o que é que da...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sintomas de um coração partido

Vontade incontrolável de ir para o quarto, se deitar o mais confortável possivel e segurar seu travesseiro mais velho.
Lágrimas e lágrimas, o modo mais sublime de como todos os sentimentos ruins abrigados tanto tempo em seu coração vão sair de dentro de você.
Calafrios, é como se o mundo todo fosse acabar dentro de alguns minutos e você não soubesse exatamente o que fazer.
Quando as borboletas no estomago aparecem, eu diria que é sim a pior parte de todo esse processo, elas te dão uma sensação de insegurança tão terrível, que tudo oque você pede é que a sua vida vá embora.
Músicas: (e com elas, muitas lembranças, boas e ruins) O modo perfeito de sentir tudo aquilo que você ja passou de novo, é ouvindo músicas que te lembrem pessoas e lugares. Lembranças também não se esquivam do momento.
A aceitação de um desapontamento fatal vem com o passar do tempo, e cada um tem uma forma de se expressar. Não é a toa que na parede do meu quarto há várias citações de músicas e livros.
Mas e você, sente tudo isso com que frequência?

Sentada em uma poltrona, ouvindo "Not Tonight" de Tegan and Sara, sentindo a melhor brisa de todas: Ela poderia estar se sentindo melhor?
Sim, poderia.
Quando não se está em paz consigo mesmo, não importa o quão bom o lugar possa lhe parecer, nada vai melhorar enquanto as palavras não sairem desse seu maldito diário. As suas palavras precisam gritar o mais alto que puderem.
"Não hoje"... graças a Deus que existe o amanhã para consertar tudo e mais um pouco.

domingo, 23 de janeiro de 2011


Quantas vezes eu já não imaginei: Eu indo para sua casa, entrando no seu quarto sem bater na porta e você dizendo: “Oi Tha!”, igual da primeira vez em que nos vimos no shopping.
Eu imagino também eu tirando todas as suas roupas espalhadas pela cama e jogando tudo em cima da poltrona pra logo em seguida, tirar meu all star sujo do pé para me deitar na sua cama.
Já imaginei também abrindo seu guarda roupa e falando: “Hm, deixa eu ver qual camisa eu vou roubar hoje...” e você dizendo e rindo ao mesmo tempo: “Nenhuma!”
São essas coisas simples que eu vejo em seriados como One Tree Hill, Haley e Lucas são melhores amigos, nós também, só que as vezes eu me esqueço que tem uma coisa que nos separa.
É essa maldita distancia que dá guargalhadas da minha cara enquanto eu choro todo santo dia sozinha no meu quarto.
É o destino que também chora comigo todo o dia, mas que me promete que está fazendo o possível para tudo isso acabar.
É o futuro que grita de longe e aos poucos no meu ouvido: “Vai ficar tudo bem!”
E é o meu coração, que sente que essa hora está demorando demais a chegar.

"We are best friends, right?"